Conheça todos os estágios do Mieloma Múltiplo

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer das células plasmáticas, responsáveis pela produção de anticorpos. Ele afeta, principalmente, a medula óssea, interferindo na imunidade, causando danos ósseos, renais e desregulando os níveis de cálcio no sangue. Este artigo detalha os estágios da doença, explicando como ela evolui, os sintomas em cada fase, e os avanços mais recentes no tratamento, baseados em dados apresentados nos últimos congressos médicos da área.

Sistemas de Estadiamento do Mieloma Múltiplo

O entendimento da progressão do mieloma múltiplo é feito por dois sistemas principais: Durie-Salmon e ISS (International Staging System).

O sistema Durie-Salmon, criado na década de 1970, analisa fatores como a carga tumoral, níveis de cálcio e hemoglobina, presença de lesões ósseas e quantidade de paraproteína no sangue e na urina. Baseado nisso, a doença é classificada em três estágios, que variam desde uma apresentação inicial e assintomática até formas avançadas com complicações graves, como fraturas ósseas e insuficiência renal.

Mais recentemente, o Sistema Internacional de Estadiamento (ISS), revisado em 2015, passou a integrar biomarcadores modernos como beta-2-microglobulina, albumina, lactato desidrogenase (LDH) e anormalidades genéticas específicas.

Essa abordagem permite uma avaliação mais precisa e personalizada, definindo os estágios com base em fatores prognósticos robustos:

  1. Estágio I: doença menos agressiva, sem alterações genéticas de alto risco e com níveis normais de LDH;
  2. Estágio II: intermediário entre os critérios do Estágio I e III;
  3. Estágio III: alta agressividade, com anormalidades genéticas desfavoráveis e LDH elevado.

Sintomas e Evolução

Nos estágios iniciais, o mieloma múltiplo pode ser silencioso, detectado apenas em exames de rotina, como níveis elevados de proteína monoclonal. Com a progressão, surgem sintomas mais evidentes, como anemia, dor óssea e maior suscetibilidade a infecções. Em estágios avançados, complicações graves como insuficiência renal, hipercalcemia e fraturas patológicas tornam-se frequentes.

Embora o estágio III seja frequentemente associado a um prognóstico mais reservado, os avanços terapêuticos têm ampliado significativamente a sobrevida e a qualidade de vida, mesmo para esses pacientes.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico envolve uma combinação de exames laboratoriais e de imagem, incluindo biópsia de medula óssea, ressonância magnética e em alguns casos o PET-CT. Estes exames ajudam a determinar a extensão da doença e orientar o plano terapêutico.

Nos estágios iniciais e assintomáticos, o tratamento pode em alguns casos selecionados ser adiado em favor do monitoramento ativo. Já em casos sintomáticos, o tratamento geralmente inclui uma combinação de medicamentos imunomoduladores, inibidores de proteassoma, anticorpos monoclonais e corticoides, seguidos por transplante de células-tronco para pacientes elegíveis.

O tratamento de manutenção com lenalidomida tem se mostrado eficaz para prolongar remissões e melhorar a sobrevida em longo prazo.

Avanços no Tratamento do Mieloma Múltiplo

Os últimos anos têm sido marcados por avanços impressionantes no tratamento do mieloma múltiplo, com destaque para as inovações apresentadas em congressos como o 21º Congresso da International Myeloma Society (IMS), realizado no Rio de Janeiro em setembro de 2024. Este evento trouxe à tona discussões fundamentais sobre terapias personalizadas e novas abordagens para casos de alto risco e refratários.

  • Terapias baseadas em anticorpos biespecíficos: medicamentos como o teclistamabe têm demonstrado alta eficácia ao mobilizar células T contra células malignas, oferecendo uma opção valiosa para pacientes refratários;
  • Terapias celulares CAR-T: o uso de CAR-T cells continua revolucionando o manejo da doença, apresentando taxas de resposta expressivas, mesmo em pacientes com resistência a múltiplas linhas de tratamento;
  • Novos inibidores moleculares: estudos recentes destacaram o venetoclax, especialmente em pacientes com mutações específicas, representando esperança para grupos com prognósticos desafiadores;
  • Medicina personalizada: os avanços na compreensão dos perfis genéticos e biomarcadores estão permitindo uma abordagem mais precisa e eficaz, especialmente no contexto de alto risco. Durante o congresso, foi enfatizada a importância de diretrizes globais dinâmicas que possam incorporar rapidamente esses avanços;
  • Abordagens para pacientes idosos: uma mudança de paradigma terapêutico está em curso, priorizando estratégias que alcancem a doença residual mínima (MRD) em pacientes aptos e reduzam toxicidades em pacientes mais frágeis, sempre com foco na qualidade de vida;
  • Doenças precursoras: sessões como a dedicada ao estudo iSTOPMM reforçaram a relevância da triagem ampla para detecção precoce da doença, além de novas estratificações de risco e o impacto do envelhecimento imunológico;
  • Doença recém-diagnosticada (NDMM): discussões abordaram a otimização da indução da primeira linha de tratamento, manutenção e consolidação, além da aplicação de citogenética para aprimorar a estratificação de risco.

Principais Perspectivas Futuras

A votação histórica do FDA, que reconheceu a MRD como desfecho clínico válido para aprovação acelerada de novos tratamentos, foi celebrada como um marco. Isso permitirá decisões terapêuticas mais rápidas e precisas, beneficiando pacientes ao redor do mundo.

Ainda que a cura definitiva para o mieloma múltiplo permaneça um objetivo distante, o progresso no conhecimento da biologia da doença e na personalização das terapias está transformando o manejo do mieloma em uma condição cada vez mais controlável a longo prazo.

A integração de terapias imunológicas, a estratificação de pacientes de alto risco e a adoção de diretrizes globais continuarão moldando o futuro da oncologia hematológica. O otimismo prevalece, sustentado pela promessa de avanços contínuos na ciência médica.

A ciência continua avançando, trazendo esperança para pacientes e profissionais da saúde em todo o mundo. E eu, como médica Hematologista e Oncologista e Pesquisadora Clínica, continuo de olho em tudo.

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Dra. Adriana Scheliga

O linfoma pode ser uma doença terminal?

O linfoma, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, é amplamente tratado e controlado graças aos avanços na medicina. No entanto, algumas variantes mais agressivas ou casos refratários ao tratamento ainda podem evoluir para um estágio terminal.

Embora a maioria dos pacientes responda bem às terapias, existe a possibilidade de progressão da doença, tornando fundamental entender os fatores prognósticos, as opções de tratamento e o papel dos cuidados paliativos.

Linfoma: Tipos e Taxas de Sobrevivência

Existem dois principais tipos de linfoma: Linfoma de Hodgkin (LH) e Linfoma Não-Hodgkin (LNH). O LH apresenta altas taxas de cura, com sobrevida de cinco anos acima de 85% quando tratado precocemente. Já o LNH inclui uma variedade de subtipos, alguns mais indolentes e outros extremamente agressivos. Subtipos como o Linfoma de Burkitt ou o Linfoma Difuso de Grandes Células B são exemplos de doenças que requerem tratamento intensivo e rápido para evitar complicações fatais.

Fatores como estágio da doença, idade, estado geral de saúde e resposta ao tratamento inicial influenciam diretamente o prognóstico. A taxa de sobrevivência de cinco anos para LNH varia de 73% em estágios iniciais a cerca de 55% em estágios avançados, demonstrando a importância do diagnóstico precoce​

Avanços no Tratamento: Mais Esperança para Pacientes

Nos últimos anos, surgiram terapias inovadoras que mudaram a perspectiva de pacientes com linfoma refratário ou em estágio avançado. A terapia CAR-T, que modifica células do sistema imunológico para atacar células cancerígenas, tem mostrado resultados promissores em linfomas resistentes ao tratamento convencional. Em estudos clínicos, taxas de remissão duradoura variam de 40% a 50% em pacientes que não tinham outras opções terapêuticas viáveis​

Além disso, o uso de anticorpos monoclonais anti CD20 como rituximabe e os anticorpos biespecíficos têm sido eficazes no prolongamento da sobrevida e na melhora da qualidade de vida. Estas novas abordagens reforçam que, mesmo em casos avançados, o linfoma não deve ser considerado imediatamente terminal.

Cuidados Paliativos: Qualidade de Vida em Foco

Quando os tratamentos curativos deixam de ser eficazes, o foco se volta para os cuidados paliativos, que visam aliviar sintomas, reduzir o sofrimento e proporcionar dignidade ao paciente. Cuidados paliativos precoces podem não apenas melhorar a qualidade de vida, mas também prolongar a sobrevida. Entre os principais sintomas nesta fase estão cansaço extremo, dor, infecções recorrentes e perda significativa de peso​.

Cuidados são essenciais para garantir que o paciente e sua família recebam suporte físico, emocional e espiritual durante todas as fases da doença. Eles são particularmente relevantes nos casos em que a doença evolui para um estágio terminal.

O Caso Isabel Veloso: Reflexões Sobre Terminalidade

A influenciadora digital Isabel Veloso trouxe visibilidade para o tema ao compartilhar sua experiência com um linfoma refratário em 2024. Apesar dos tratamentos agressivos e inovadores, a doença evoluiu para um quadro terminal, colocando-a sob cuidados paliativos exclusivos. Com o tempo e a resposta dela ao tratamento, Isabel deixou de ter um diagnóstico terminal e acabou engravidando durante o tratamento.

O caso gerou debates nas redes sociais sobre a terminalidade do linfoma e a importância da aceitação dos cuidados paliativos como parte integral do tratamento oncológico.

Embora a experiência de Isabel seja única, ela reflete a realidade enfrentada por muitos pacientes: mesmo com todos os avanços, alguns casos permanecem desafiadores. Sua história também destaca a importância da transparência, do apoio psicológico e da comunicação clara entre médicos, pacientes e a sociedade.

Sempre é terminal?

Não. A maioria dos pacientes com linfoma pode alcançar a remissão completa ou viver muitos anos com a doença sob controle. No entanto, casos refratários ou avançados ainda representam desafios significativos. A boa notícia é que a ciência continua a evoluir, oferecendo novas terapias e mais esperança a cada dia.

O linfoma ou qualquer neoplasia maligna só deve ser considerada terminal quando todas as opções terapêuticas foram esgotadas, e é então que os cuidados paliativos oferecem um caminho para dignidade e alívio. A mensagem principal é que o linfoma é, na maioria das vezes, tratável, e a evolução constante da medicina segue trazendo novas possibilidades para os pacientes.

Como médica Hematologista e Oncologista, dedico-me a oferecer o melhor cuidado possível aos pacientes com linfomas. Trabalho em colaboração com uma equipe multidisciplinar para criar planos de tratamento personalizados e eficazes, além de estar à disposição para consultas de segunda opinião, garantindo um suporte abrangente e especializado.

No meu site, você encontrará todas as informações de contato para agendar sua consulta comigo. Clique aqui para acessar.

Dra. Adriana Scheliga

Como é feita a gestão de efeitos colaterais no tratamento de doenças onco-hematológicas?

A gestão dos efeitos colaterais no tratamento de doenças onco-hematológicas é um processo complexo, essencial para garantir a eficácia do tratamento e a qualidade de vida dos pacientes. Envolve a combinação de conhecimentos clínicos, pesquisa científica, cuidados personalizados e uma abordagem multidisciplinar. Vamos explorar como esses elementos se entrelaçam para proporcionar um cuidado otimizado aos pacientes.

Compreendendo os Efeitos Colaterais

Os tratamentos onco-hematológicos, como a quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo, são eficazes contra células malignas, mas também podem afetar células saudáveis, resultando em efeitos colaterais. Estes variam de leves a graves e podem incluir náuseas, fadiga, anemia, infecções, neuropatia, entre outros. A intensidade e a frequência desses efeitos dependem do tipo de tratamento, da dosagem e da individualidade de cada paciente.

Monitoramento e Avaliação

A gestão eficaz dos efeitos colaterais começa com o monitoramento constante e a avaliação regular do paciente. Durante as consultas, é fundamental que os médicos coletem informações detalhadas sobre os sintomas relatados pelos pacientes. Ferramentas como questionários de qualidade de vida e escalas de sintomas ajudam a quantificar os efeitos colaterais e a avaliar seu impacto na vida diária.

Além disso, exames laboratoriais e de imagem são utilizados para monitorar os parâmetros hematológicos e identificar complicações precocemente. A tecnologia tem sido uma aliada de peso, permitindo o monitoramento remoto e a comunicação contínua entre pacientes e equipe médica.

Intervenções Farmacológicas

A utilização de medicamentos para prevenir ou tratar efeitos colaterais é uma prática comum. Antieméticos são frequentemente usados para controlar náuseas e vômitos, enquanto agentes como eritropoetina podem ser empregados para tratar anemia. O manejo da dor, através de analgésicos e opioides, é uma área de foco crucial, garantindo que os pacientes mantenham um nível aceitável de conforto.

Cuidados Multidisciplinares

Os cuidados multidisciplinares vão além das intervenções farmacológicas e incluem estratégias como nutrição adequada, fisioterapia, suporte psicológico e reabilitação. Nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos trabalham em conjunto para fornecer um cuidado holístico. A intervenção precoce em sintomas como desnutrição ou depressão pode melhorar significativamente a resposta ao tratamento e a qualidade de vida.

Pesquisa Clínica e Gestão de Efeitos Colaterais

A pesquisa clínica desempenha um papel enorme  na gestão de efeitos colaterais. Ensaios clínicos rigorosos são conduzidos para testar novas terapias e intervenções que possam reduzir a toxicidade do tratamento. No Brasil, a condução de estudos clínicos segue diretrizes éticas e regulamentações estritas, envolvendo comitês de ética em pesquisa, a CONEP (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Os médicos envolvidos na pesquisa clínica devem garantir que os pacientes estejam plenamente informados sobre os riscos e benefícios dos estudos. A coleta de dados durante os ensaios ajuda a identificar padrões de toxicidade e a desenvolver diretrizes para a gestão de efeitos colaterais em tratamentos futuros.

O Papel do Médico na Gestão de Efeitos Colaterais

O médico é o eixo central na gestão dos efeitos colaterais, coordenando todos os aspectos do cuidado. Isso inclui a avaliação inicial, o monitoramento contínuo, a prescrição de medicamentos e a coordenação com outros profissionais de saúde. A comunicação aberta e empática com os pacientes é essencial, garantindo que eles se sintam ouvidos e apoiados durante todo o processo.

Além da comunicação, a personalização também é totalmente necessária. Cada paciente responde de maneira única à terapia, e ajustes frequentes podem ser necessários para minimizar os efeitos colaterais sem comprometer a eficácia do tratamento. O médico deve estar atualizado com as últimas pesquisas e avanços terapêuticos para proporcionar as melhores opções possíveis.

A gestão dos efeitos colaterais no tratamento de doenças onco-hematológicas é uma tarefa desafiadora que exige uma abordagem integrada e personalizada. O sucesso depende de um monitoramento rigoroso, intervenções farmacológicas adequadas, pesquisa clínica contínua e a dedicação de uma equipe multidisciplinar.

A evolução constante na área de Onco-Hematologia oferece esperança de que, no futuro, poderemos proporcionar tratamentos ainda mais eficazes e com menos impactos negativos na vida dos pacientes.

Para quem deseja aprofundar seus conhecimentos sobre este e outros assuntos de Onco-Hematologia, convido a acompanhar o perfil de Linfopedia nas redes sociais. Por lá a produção de conteúdo é constante e dinâmica, sempre trazendo as mais recentes novidades e informações da área.

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Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA – Hematologista | Oncologista
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Medicina Preventiva: entenda todos os seus aspectos e como pode auxiliar os pacientes onco-hematológicos

A Medicina Preventiva é um ramo essencial da prática médica moderna, focada em antecipar e evitar o desenvolvimento de doenças, ao invés de tratá-las após sua manifestação.

No contexto onco-hematológico, em que lidamos com neoplasias do sangue e doenças relacionadas, a aplicação da Medicina Preventiva pode fazer uma diferença significativa na vida dos pacientes. Mas como ela pode ser um pilar fundamental na assistência aos pacientes onco-hematológicos?

O Que é Medicina Preventiva?

A Medicina Preventiva engloba medidas e práticas que visam reduzir a incidência e o impacto de doenças. E tais práticas podem ser divididas em três níveis principais:

  1. Prevenção Primária: intervenções destinadas a evitar o surgimento de doenças.
  2. Prevenção Secundária: detectar doenças em estágios iniciais para facilitar o tratamento precoce.
  3. Prevenção Terciária: reduzir as complicações e melhorar a qualidade de vida após a manifestação da doença.

Prevenção Primária

A prevenção primária envolve estratégias para impedir o aparecimento de doenças onco-hematológicas, que incluem:

  • Vacinação: para doenças que podem gerar implicações hematológicas;
  • Estilo de Vida Saudável: dieta balanceada, atividade física regular e a cessação do tabagismo são fundamentais. Estudos indicam que uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais está associada a um menor risco de câncer;
  • Evitar Exposição a Substâncias Tóxicas: a exposição a produtos químicos, como benzeno e radiação, pode aumentar o risco de leucemia e outros cânceres hematológicos.

Prevenção Secundária

A prevenção secundária foca na detecção precoce das doenças. Métodos eficazes incluem:

  • Exames de Triagem: hemogramas regulares e exames específicos como a biópsia de medula óssea podem detectar anormalidades precocemente;
  • Programas de Rastreamento: para populações de risco, como aqueles com histórico familiar de doenças hematológicas, o rastreamento regular é vital;
  • Testes Genéticos: identificação de mutações genéticas associadas a cânceres hematológicos pode orientar a vigilância e intervenções precoces. Mas LEMBRE-SE: estes exames só podem ser solicitados após uma consulta com um especialista Onco-Hematologista ou Hematologista, para não serem feitos exames fúteis e desnecessários.

Prevenção Terciária

A prevenção terciária visa mitigar os efeitos adversos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes já diagnosticados. As principais estratégias incluem:

  • Reabilitação e Cuidados Paliativos: fisioterapia, apoio psicológico e cuidados paliativos são essenciais para melhorar a qualidade de vida;
  • Gestão de Efeitos Colaterais: uso de medicamentos e terapias para controlar os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia;
  • Monitoramento Contínuo: para quem já teve um diagnóstico de câncer hematológico, acompanhamentos regulares ajudam a monitorar a saúde e a identificar possíveis recidivas ou complicações precocemente.

A Medicina Preventiva na Prática Clínica

Na prática, a implementação da medicina preventiva requer uma abordagem multidisciplinar:

  • Educação e Informação: informar pacientes e suas famílias sobre a importância da prevenção e as medidas que podem tomar;
  • Colaboração Multidisciplinar: oncologistas, hematologistas, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, odontologistas e psicólogos trabalhando juntos para fornecer um cuidado integral;
  • Tecnologia e Inovação: utilização de ferramentas modernas como inteligência artificial para análise de dados e predição de risco.

Importância da Medicina Preventiva em Onco-Hematologia

Para pacientes onco-hematológicos, a Medicina Preventiva é crucial, pois as neoplasias do sangue frequentemente apresentam um alto grau de complexidade e gravidade. A aplicação de medidas preventivas pode resultar em:

  • Diagnósticos mais precoces;
  • Melhor prognóstico;
  • Redução dos efeitos colaterais dos tratamentos;
  • Melhoria na qualidade de vida.

Impacto da Medicina Preventiva em Pacientes Onco-Hematológicos

Ao longo do tempo, pesquisas têm demonstrado que a aplicação eficaz de medidas preventivas pode reduzir significativamente a mortalidade e morbilidade associadas a doenças onco-hematológicas. Por exemplo:

  • Diagnóstico Precoce e Tratamento Efetivo: a diagnóstico mais precoce de leucemia pode levar a taxas de cura significativamente mais altas;
  • Melhoria na Qualidade de Vida: pacientes que recebem cuidados paliativos precocemente, desde o o seu diagnóstico, têm melhor controle da dor e outros sintomas, resultando em melhor qualidade de vida. Hoje preferimos nos referir aos “cuidados clínicos continuados”, pois abordam uma série de profissionais para o cuidado integral do paciente

A Medicina Preventiva é uma aliada poderosa na luta contra as doenças onco-hematológicas. Através de estratégias de prevenção primária, secundária e terciária, podemos não apenas reduzir a incidência dessas doenças, mas também melhorar significativamente o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.

A educação contínua, a colaboração multidisciplinar e a inovação tecnológica são fundamentais para a implementação eficaz da medicina preventiva. É essencial que pacientes, famílias e profissionais de saúde trabalhem juntos para promover e aplicar essas práticas preventivas em todos os estágios da doença.

Ao entender e aplicar os princípios da Medicina Preventiva, podemos transformar o cuidado onco-hematológico, proporcionando melhores resultados e esperança renovada para os pacientes.

Quer conhecer um pouco mais do meu dia a dia e ver os bastidores da minha rotina de médica? Acompanhe meu perfil no Instagram, onde posto todas as minhas atividades profissionais: https://www.instagram.com/linfopedia/

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA – Hematologista | Oncologista
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Os bastidores e a rotina de uma médica na condução de pesquisas clínicas

No universo da medicina oncológica, a pesquisa clínica desempenha um papel crucial na busca por avanços significativos no tratamento do câncer. Por trás dos resultados positivos e das terapias inovadoras, está o incansável trabalho de médicos pesquisadores, dedicados a desvendar os mistérios desta doença complexa e debilitante.

No Brasil, onde a incidência de casos de câncer continua a aumentar, a condução de estudos clínicos assume uma importância ainda maior. Neste contexto desafiador, os pesquisadores enfrentam uma série de etapas intricadas, desde a elaboração do protocolo de pesquisa até a análise e disseminação dos resultados.

Neste artigo, vamos explorar detalhadamente como é a rotina de uma médica pesquisadora na condução de pesquisas clínicas em Onco-Hematologia, destacando cada fase do processo e a importância desse trabalho para o avanço da medicina e o bem-estar dos pacientes.

Elaboração do Protocolo de Pesquisa

A partir da identificação da questão clínica, os pesquisadores elaboram um protocolo de pesquisa detalhado. Esse documento é essencial, pois delineia os objetivos do estudo, métodos de coleta de dados, critérios de inclusão e exclusão de participantes, entre outros aspectos. É uma fase que demanda meticulosidade e revisões constantes para assegurar sua eficácia e conformidade ética.

Aprovação Ética e Regulatória

Com o protocolo em mãos, os pesquisadores buscam aprovação ética junto a comitês de ética em pesquisa. Esse processo pode ser moroso, envolvendo revisões e ajustes conforme necessário para garantir que o estudo seja conduzido de acordo com princípios éticos e normas regulatórias. Sem essa aprovação, nenhum estudo clínico pode prosseguir.

Recrutamento e Seleção de Participantes

Após a aprovação ética, inicia-se a fase de recrutamento e seleção de participantes para o estudo. Isso muitas vezes envolve colaboração com hospitais, clínicas e centros de saúde para identificar pacientes elegíveis e obter seu consentimento informado para participar da pesquisa. É uma fase sensível que requer habilidades de comunicação e empatia para garantir que os participantes compreendam os riscos e benefícios de sua participação.

Condução do Estudo

Uma vez que os participantes são recrutados, o estudo é conduzido de acordo com o protocolo estabelecido. Isso implica em coleta sistemática de dados e monitoramento regular para garantir a qualidade e integridade dos dados. Os pesquisadores estão constantemente atentos para garantir o cumprimento do protocolo e a segurança dos participantes.

Análise e Interpretação dos Resultados

Ao final do estudo, os resultados são analisados estatisticamente e interpretados à luz dos objetivos iniciais. Essa fase é crucial para extrair insights significativos e responder às questões de pesquisa propostas. Colaborações com estatísticos e outros pesquisadores são comuns nesse estágio, visando garantir uma análise robusta e confiável dos dados.

Disseminação dos Resultados

Os resultados do estudo são então comunicados através de publicações científicas em revistas especializadas, apresentações em conferências e outros meios de disseminação científica. O objetivo é compartilhar conhecimento e contribuir para o avanço da ciência, beneficiando tanto outros profissionais de saúde quanto os pacientes.

Em suma, a condução de pesquisas clínicas é uma jornada desafiadora e gratificante para médicos e pesquisadores. Requer uma combinação única de habilidades clínicas, científicas e éticas, mas oferece a oportunidade de fazer contribuições significativas para o avanço da medicina e o bem-estar dos pacientes.

Trabalhar como médica pesquisadora pode ser uma experiência emocionante e repleta de responsabilidades. Agora vamos explorar um dia na vida de uma médica pesquisadora e como é trabalhar nesse ambiente.

O Que Faz um Médico Pesquisador?

Um médico pesquisador, desempenha um papel fundamental na condução de estudos de pesquisa clínica. Ele é responsável por supervisionar todos os aspectos do estudo, desde o desenvolvimento do conceito até a apresentação dos resultados.

Isso inclui escrever uma descrição detalhada do estudo, submetê-lo para aprovação às autoridades regulatórias competentes, supervisionar o recrutamento de participantes e garantir que estes compreendam seus direitos e concordem em participar.

Além disso, ele colabora com outros profissionais de saúde, como os médicos do estudo, para monitorar e cuidar dos participantes durante todo o processo. Avalia as respostas dos pacientes, documenta os efeitos colaterais e assegura que o estudo seja conduzido de acordo com os mais altos padrões éticos e científicos.

Em suma, o médico pesquisador desempenha um papel central na garantia da integridade e qualidade dos estudos clínicos, contribuindo para o avanço da medicina e o bem-estar dos pacientes.

Um Dia Típico na Vida de um Médico Pesquisador

Não há um dia típico. Um dia pode envolver lidar com e-mails, responder a solicitações de informações de colegas e clientes, participar de reuniões internas ou com clientes e investigadores de pesquisa.

Como médica que também atende pacientes numa cllínica de terceiros, há uma quantidade significativa do meu tempo dedicado à resolução de problemas, como a interpretação de resultados de estudos ou a comunicação de questões médicas complexas para colegas.

A este médico pesquisador, também pode ser solicitado que participe de conferências científicas no Brasil e no exterior, ou de reuniões com autoridades reguladoras como a ANS ( Agência Nacional de Saúde) e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Conclusão

Conduzir pesquisas clínicas é um desafio enorme e gratificante que requer uma combinação única de habilidades clínicas, científicas e éticas. Como médicos, estamos na linha de frente dessa jornada, trabalhando incansavelmente para traduzir ideias inovadoras em tratamentos eficazes e melhorar a vida dos nossos pacientes.

É uma honra fazer parte desse processo e contribuir para o avanço da Medicina Onco-Hematológica aqui no Brasil e em todo o mundo.

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Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA – Hematologista | Oncologista
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12 Perguntas e Respostas sobre Leucemia. Esclarecendo as dúvidas mais frequentes dos pacientes.

A leucemia é uma doença complexa que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. Eu recebo frequentemente muitos questionamentos sobre esta doença e eles se multiplicam quando o assunto vem à tona na imprensa ou por meio de uma celebridade.

Portanto, decidi preparar um artigo com o compilado de perguntas que mais recebo e suas respostas para esclarecer as dúvidas sobre o tema. Vamos lá, então:

1. O que é leucemia e quais são os seus tipos?

A leucemia é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue, responsáveis pela defesa do organismo contra infecções. Ela se desenvolve quando as células sanguíneas na medula óssea sofrem mutações e se transformam em células anormais. Existem quatro tipos principais de leucemia: leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfoblástica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (LLC).

2. Quais são os sintomas da leucemia?

Os sintomas da leucemia podem variar dependendo do tipo e estágio da doença, mas geralmente incluem fadiga, fraqueza, febre, perda de peso não intencional, suores noturnos, dor nos ossos e articulações, hematomas frequentes e sangramentos espontâneos, infecções, aumento do baço e do fígado.

3. Como a leucemia é diagnosticada?

O diagnóstico de leucemia envolve uma série de exames, incluindo exames de sangue para avaliar os níveis dos glóbulos brancos, dos glóbulos vermelhos e das plaquetas, bem como a presença de células anormais. Uma biópsia da medula óssea e coleta do sangue da medula para uma série de exames são frequentemente realizados para confirmar o diagnóstico e determinar o tipo específico de leucemia.

4. Qual é o tratamento para a leucemia?

O tratamento para leucemia depende do tipo e estágio da doença, bem como de outros fatores individuais, como a idade e a saúde geral do paciente. As opções de tratamento podem incluir quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo, transplante de células-tronco e imunoterapia. O tratamento é frequentemente realizado em fases, com o objetivo de induzir a remissão e prevenir recidivas.

5. Qual é a taxa de sobrevivência para a leucemia?

As taxas de sobrevivência para a leucemia variam muito e dependem do tipo e estágio da doença e das condições gerais do paciente. No entanto, os avanços nos tratamentos nas últimas décadas têm melhorado significativamente as taxas de sobrevivência para muitos pacientes com leucemia.

6. A leucemia é hereditária?

Embora algumas formas de leucemia tenham uma predisposição genética (como por exemplo a leucemia linfocitica crônica), a maioria dos casos não é hereditária e sim causada por mutações genéticas adquiridas ao longo da vida, devido a fatores ambientais ou desconhecidos.

7. Existe alguma forma de prevenir a leucemia?

Não existem medidas específicas de prevenção para a doença, já que suas causas exatas ainda não são totalmente compreendidas. No entanto, evitar exposição a produtos químicos tóxicos, radiação ionizante e tabagismo pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença.

8. Quais são os efeitos colaterais do tratamento para leucemia?

Os efeitos colaterais podem variar de acordo com o tipo de tratamento e da resposta individual do paciente. Alguns dos mais comuns são náuseas, vômitos, perda de cabelo, fadiga, risco aumentado de infecções, anemia e hemorragias.

9. A leucemia infantil é tratada de forma diferente da leucemia em adultos?

Sim, devido a diferenças na biologia da doença e na tolerância ao tratamento. Os protocolos de tratamento para leucemia infantil são frequentemente mais intensivos e podem incluir diferentes combinações de quimioterapia.

10.  Devo considerar uma segunda opinião para leucemia?

Sim, muitas pessoas com câncer buscam uma segunda opinião de outro médico. Existem várias razões para isso, incluindo a necessidade de se sentir confortável com a decisão de tratamento, especialmente quando as opções disponíveis podem ser diversas. Além disso, em casos mais raros de leucemia, consultar um especialista pode fornecer insights valiosos sobre o plano de tratamento mais adequado.

11.  Como posso obter uma segunda opinião para leucemia?

Existem várias maneiras de encontrar um especialista para uma segunda opinião. O médico de atenção primária pode recomendar um Hematologista ou o próprio paciente pode escolher um especialista de sua confiança. Além disso, os centros de onco-hematologia e programas de tratamento de leucemia geralmente têm uma equipe multidisciplinar de especialistas que trabalham juntos para fornecer o melhor tratamento possível.

12.  Devo considerar um ensaio clínico para leucemia?

A participação em ensaios clínicos é uma decisão pessoal e pode oferecer benefícios, como acesso a tratamentos inovadores que não estão disponíveis de outra forma. No entanto, é importante discutir os riscos e benefícios de ensaios clínicos com o médico antes de decidir participar. Os ensaios clínicos ajudam a determinar quais tipos de tratamento funcionam melhor para a leucemia e podem oferecer esperança para pacientes cuja leucemia não responde aos tratamentos convencionais. O importante é avaliar se os benefícios potenciais superam os riscos para o paciente individualmente.

Por fim, a leucemia é uma doença complexa que requer uma abordagem individualizada e multidisciplinar para o diagnóstico e tratamento. Com o avanço das pesquisas e o desenvolvimento de novas terapias, as perspectivas para pacientes continuam a melhorar. É fundamental que se tenha acesso a informações precisas, apoio emocional e tratamento especializado ao enfrentar a leucemia.

Como médica Hematologista e Oncologista, estou comprometida em fornecer o melhor cuidado possível para todos os pacientes com leucemia, trabalhando em estreita colaboração com uma equipe multidisciplinar para desenvolver planos de tratamento individualizados e eficazes. Assim como também estou disponível para consultas de segunda opinião.

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Dra. Adriana Scheliga
Hematologista | Oncologista

Entendendo os linfomas: um guia informativo básico para pacientes

Os linfomas, uma classe de câncer do sistema linfático, têm sido alvo de extensa pesquisa e avanços clínicos ao longo dos anos.

O sistema linfático, composto por linfonodos, baço, timo e medula óssea, desempenha um papel crucial na defesa imunológica e na manutenção do equilíbrio do organismo. Os linfomas originam-se nessas estruturas, desencadeando uma série de eventos que alteram a produção e função das células linfáticas.

Há muitos tipos de linfoma e são divididos inicialmente em Linfoma Hodgkin e Linfoma não-Hodgkin (LNH), cada categoria subdividida com base em características específicas das células linfáticas. Essa precisão na classificação é vital para orientar estratégias terapêuticas personalizadas.

Sinais e sintomas: reconhecendo os alertas precoces

O diagnóstico precoce dos linfomas é fundamental para o sucesso do tratamento. É importante estar atento a sinais como inchaço dos gânglios linfáticos, febre persistente, perda de peso não explicada e sudorese noturna. Estes sintomas, embora inespecíficos, podem indicar a necessidade de uma avaliação mais aprofundada.

Diagnóstico: uma abordagem abrangente

A biópsia continua sendo extremamente importante como pedra angular para o diagnóstico preciso dos linfomas. Trata-se de um procedimento anatomopatológico, na grande maioria das vezes rápido e pouco complexo, que retira um linfonodo por inteiro ou fragmentos de tecidos de um órgão para avaliar suas características celulares, definir o grau de diferenciação e origem celular da lesão.

Além disso, atualmente as técnicas avançadas de imagem, como PET-CT, têm sido essenciais na determinação da extensão da doença. É o que chamamos de estadiamento e tal abordagem abrangente é essencial para o planejamento eficaz do tratamento.

Tratamento

Com uma abordagem centrada no paciente, a recomendação é sempre personalizar o tratamento com base nas características específicas de cada caso. Terapias alvo, imunoterapia e quimioterapia são opções discutidas em colaboração com a equipe multidisciplinar, visando alcançar os melhores resultados possíveis.

As terapias emergentes e os ensaios clínicos atualmente são perspectivas existentes bem promissoras para melhorar a eficácia do tratamento e reduzir os efeitos colaterais. A inovação é um farol de esperança para pacientes e profissionais de saúde.

A importância do acompanhamento pós-tratamento

A necessidade de um acompanhamento rigoroso pós-tratamento se faz absolutamente primordial. Exames de acompanhamento regular, avaliação dos efeitos colaterais a longo prazo e suporte psicossocial são fundamentais para garantir a qualidade de vida contínua dos pacientes após o tratamento.

Concluindo este guia informativo, ressalto que minha abordagem dos linfomas é abrangente, pautada nas pesquisas clínicas e na minha experiência clínica e centrada no paciente.

Este material, assim como o blog, visa fornecer um recurso valioso para pacientes, cuidadores e profissionais de saúde, delineando uma jornada informativa e esperançosa em meio aos desafios dos linfomas.

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Dra. Adriana Scheliga

Emergência e agora?

disque SOS para chamar ajuda

“Estou com febre e com diarréia”
“Não paro de vomitar”
“Minha perna dói muito”
“Meu braço esta muito vermelho”
“Minha boca esta cheia de aftas”

Essas são algumas das muitas situações que os pacientes com linfoma e em tratamento oncológico podem apresentar

Obviamente que nenhuma delas é desejada, mas podem ocorrer, dependendo da idade do paciente, do tipo do linfoma, da terapia que está sendo realizada e das doenças pré-existentes que o paciente já possui

O mais importante é que o seu médico tenha lhe esclarecido desde a primeira consulta quais são as orientações em caso de situações como essas

Cada médico tem uma conduta, uns preferem que o paciente ligue diretamente para o médico, outros preferem que envie uma mensagem de texto (como no Whastapp) e há aqueles que tem assistentes que estão prontos para lhe atender em situações como essas

Deixe bem claro desde a primeira consulta quais são as orientações

E se for de noite, as orientações são as mesmas. Não tenha medo de perguntar. Se informe para que seu tratamento transcorra da forma mais segura possível

Outubro é todo rosa

detecção precoce

💗Em outubro de 1997, em Nova Iorque, aconteceu a primeira “Corrida de Concientizacão” do Câncer de Mama. Uma corrida de 5 km, para alertar a população sobre como é importante um diagnóstico precoce, daquela que é a segunda causa de câncer nas mulheres, com cerca de 267.000 novos casos por ano nos USA, perdendo apenas para o câncer de pele

🎀Hoje o mês de outubro é dedicado mundialmente a alertar homens e mulheres, sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama aumentando as chances de cura

🌸Apesar de 90% das mulheres estarem vivas 5 anos após o diagnóstico, ainda assim cerca de 41.000 mulheres morrem todos os anos pela doença

🎀No Brasil o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que no ano de 2018 aproximadamente 60.000 novos casos de câncer de mama ocorreram, quase um terço de todos os novos casos de câncer nas mulheres no Brasil

💕O INCA recomenda que todas as mulheres acima de 40 anos devem ter suas mamas examinadas por um médico e aquelas acima de 50 anos, devem também fazer uma mamografia pela menos a cada 2 anos

💗Agora se a mulher tiver uma parente (mãe, tia, irmã) que tenha tido cancer de mama e/ou ovário antes dos 50 anos, a recomendação é que ela faça o exame das mamas desde os 35 anos

🎀 informe-se , previna-se, procure um especialista pois o câncer de mama pode sim ser curado, especialmente nas fases iniciais da doença

A toranja e o tratamento oncológico

🍊A toranja é uma fruta cítrica muito popular nos EUA aonde é conhecida como Grapefruit. É uma excelente fonte de vitamina C, sendo consumida fresca e também em forma de sucos. Em países como Argentina e Chile ela é conhecida como Pomelo, e é muito popular também.
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💊Mas essa fruta é também conhecida por interferir com a ação de vários medicamentos oncológicos e não oncológicos que são administrados por via oral. Isso acontece porque alguns medicamentos orais após serem ingeridos e exercerem a sua ação desejada, são metabolizados e depois eliminados do nosso organismo com a ajuda de uma enzima chamada CYP3A4. ⠀

🍋O suco de toranja pode bloquear a ação desta CYP3A4, e com isso ao invés dos medicamentos serem metabolizados e eliminados, uma concentração maior dos medicamentos permanecem no nosso organismo por mais tempo. O resultado: aumento do risco de danos em órgãos vitais como o fígado e os rins.

💊Dentre os medicamentos não oncológicos que não devem ser administrados junto com a toranja estão:
– medicamentos para baixar o colesterol como sinvastatina e atorvastatina
– medicamentos para baixar a pressão como nifedipina
– ansioliticos como a buspirona
– antiarritimicos como a amiodarona
– antialérgicos como a fexofenadina ⠀

💊Já entre os medicamentos oncológicos que não devem ser administrados junto com a toranja estão:
– ibrutinibe para leucemia linfóide crônica e alguns linfomas não hodgkin
– nilotinibe para leucemia mielóide crônica
– pazopanibe para tratamento de tumores renais e alguns tipos de sarcomas de partes moles

Portanto pergunte ao seu médico se você pode beber suco de toranja enquanto toma alguns medicamentos. E lembre-se que algumas bebidas industrializadas como refrigerantes também podem conter suco de frutas feitas com suco de toranja.